Sirenas da areia

Me divirto nos movimentos
dos grãos na ampulheta,
deixo a gravidade me juntar
com outros grãos de areia.
No vem e no vai, o tempo não esvai
e o que se perde encontra o que apraz;
sou um grão vivo de terra,
uma pedra da pedreira,
sou o sopro nas ondas,
sou um teco de areia.
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