Razões internas em claro vaticínio
AurelioAquino
I
o começo
é um fim avesso
ambos medem-se
pelo tamanho do medo
o fim
é o começo de tudo
o começo
é o fim do nada
basta molhar a palavra
com a certeza da alma
e tanger como sempre
os rumos da vontade
II
trago no bolso
uma vontade intacta
de nunca parecer-me
à matemática
de meus ângulos
sequer admito
que os tenha postos
em prontidão e jeito
de tornar possível a soma
daquilo que vai pelo peito
meu número
é intranseunte de frações
sempre sonho-me intenso
pelas manhãs
fujo de hipotenusas
pelo concavo das mãos
e moldo meus números
com a desfaçatez e a parcimônia
de quem nem dorme
quando sonha
o começo
é um fim avesso
ambos medem-se
pelo tamanho do medo
o fim
é o começo de tudo
o começo
é o fim do nada
basta molhar a palavra
com a certeza da alma
e tanger como sempre
os rumos da vontade
II
trago no bolso
uma vontade intacta
de nunca parecer-me
à matemática
de meus ângulos
sequer admito
que os tenha postos
em prontidão e jeito
de tornar possível a soma
daquilo que vai pelo peito
meu número
é intranseunte de frações
sempre sonho-me intenso
pelas manhãs
fujo de hipotenusas
pelo concavo das mãos
e moldo meus números
com a desfaçatez e a parcimônia
de quem nem dorme
quando sonha
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