Obeservo-o, mausoléu maldito

Obeservo-o, mausoléu maldito,
Vagando a espreita da sombra.
E sugo o impulso nervoso;
A propriedade psíquica da oferenda.

Sobrevoou o panteão vazio
Na inquieta obsessão viva.
Divago sobre a sepultura escrita;
A fé dos meus decompositores.

Jazo frio nos lençóis da terra
Onde verme come, sem escrúpulos,
Todo sonho, quimera; pensamento, ideia.

Sinto minha pele caída pingar sobre o azulejo branco.
E minha lembrança se dissipar ao toque da falange nua
Nos restos podres dos versos da vida.
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