Escritas

Mais do mesmo

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Ano eleitoral;

Tudo igual!

Povo cego e segregado;

Com os olhos vendados;

É guiado;

Cabresteado;

Como gado.

 

Discursos comoventes;

Mas nunca diferentes;

Apontando o culpado;

E os erros de muita gente;

E além de tudo;

Mentem.

 

Prometem o fim da corrupção;

Uma saúde de qualidade;

Para a nossa cidade;

E para o seu filho;

Uma boa educação;

Mentira, pura ilusão;

Pois o que eles querem;

É o seu voto no dia da eleição;

Porque no restante dos anos te tratam como subcidadão;

Manipulando sua opinião;

Através do rádio e da televisão.

 

Discursos são proferidos;

Pobres chamados de amigos, queridos;

E ranchos oferecidos;

Na intenção;

De ganhar sua afeição;

E se precisar;

Carona te darão;

No dia da eleição;

Claro;

Sem nenhuma “intenção”.

 

Exaltam o fim da velha política;

Que dê velha não tem nada;

Pois a cada dia se torna mais atualizada;

E ainda dão risada;

Da nossa cara;

Em suas bancadas.

 

Apresentam projetos;

Sem nexo;

Prometem isso e aquilo;

E pasmem;

Até salário mínimo;

Levando o povo ao delírio;

Se colocando como seu majoritário;

E nada fazendo em seus quatro anos de mandatário.

 

 

Candidatos a vereadores;

Exaltam em seus discursos;

Renovação e revolução;

Porém, caem na velha adaptação;

Nomes de ruas e moção;

Enquanto outros;

Nem a isso estão dispostos;

Pois trocam seus postos;

Ou seja;

Legislativo por secretária;

Mas, pior ainda é aquele que renuncia;

Que baixaria;

Colocando no lixo a confiança da cidadania;

Que através de mentiras;

São iludidas;

Verdadeiras propagandas enganosas;

Verdadeiro horror;

Que deveriam ser enquadradas;

No código do consumidor.