Floresta

Verde é a cor do seu manto sagrado
Folha a folha para ele existir
Tronco a tronco, a sustentar esse manto
Raras espécies a se descobrir.

Amarelo, ora pompa, ora energia
Vindo do céu para o despertar
De um ecossistema em harmonia
Que só mata para se alimentar.

Azul de anil no céu, lua cheia
Cenário ideal para quem vive lá
Uivos, gritos, cantos, léu, sinfonia
Finda-se ao som das aves a cantar.

Branco lá, anda sendo uma grande ameaça
Cada tronco abaixo, várias espécies a morrer
A ganância que cega não permite empatia
O silêncio consente: flora, fauna e você.


Publicado na antologia poética " A mata em seus sons, formas e cores"
2021
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