a poesia pede o poema
ontem a poesia bateu na porta e disse:
ôrra... vim pra arrebentar, e assim fez...
a poesia é um mundo novo,
um oásis no deserto de idiotices.
foi ela quem chegou, bateu a porta e disse:
ôrra meu, vim pra arrebentar, e assim fez...
a poesia é a imaginação por trás dos fatos,
“ver com olhar selvagem”, ferocidade infantil.
a poesia é o banho matinal no quintal
depois de queimar ao sol e ao sal.
a crença naquilo que não vemos
mas sabemos que existe aqui e ali.
é a qualidade da palavra, não a palavra em si,
mas a busca da exata expressão.
um arrebentar de correntes e grades,
um vôo sobre o oceano sem terra à vista.
um risco no papel em branco
sem medo de errar a linha. certezincerta.
não é a forma, nem o estilo nem a tendência.
a poesia é o vazio.
não é o vaso, mas o oco do vaso.
o espaço onde cabe tudo e nunca enche.
sempre chega e diz que vai arrebentar...
e assim faz, por ela mesma, com toda a sua liberdade.
ôrra... vim pra arrebentar, e assim fez...
a poesia é um mundo novo,
um oásis no deserto de idiotices.
foi ela quem chegou, bateu a porta e disse:
ôrra meu, vim pra arrebentar, e assim fez...
a poesia é a imaginação por trás dos fatos,
“ver com olhar selvagem”, ferocidade infantil.
a poesia é o banho matinal no quintal
depois de queimar ao sol e ao sal.
a crença naquilo que não vemos
mas sabemos que existe aqui e ali.
é a qualidade da palavra, não a palavra em si,
mas a busca da exata expressão.
um arrebentar de correntes e grades,
um vôo sobre o oceano sem terra à vista.
um risco no papel em branco
sem medo de errar a linha. certezincerta.
não é a forma, nem o estilo nem a tendência.
a poesia é o vazio.
não é o vaso, mas o oco do vaso.
o espaço onde cabe tudo e nunca enche.
sempre chega e diz que vai arrebentar...
e assim faz, por ela mesma, com toda a sua liberdade.
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