palavras à morte no cosmos
AurelioAquino
a ciência
pulsa a nave
nos gritos humanos
do astronauta
seu enorme braço
de mecânica e fogo
seu medo escondido
no segredo do corpo
eis o espaço
pênis atômico
de quanta certeza
de parir ciência
pela natureza
a construção
morre no vão
todo braço podre
cava o chão
e funde-se e resolve-se
na composição urgente
de sua negação
e nega-se
envolve-se
de miasmas e pó
um cadáver de astronauta
cada vez maior
e quanta morte
no peso da inércia
o nervo líquido
achando-se matéria
e átomos
e antônimos
e antes
e anônimo
a máquina
revolve a mágoa
do astronauta líquido
na praça
e mágoa
na máquina
o botão calcado
pelo astronauta
e manhã
nos boulevares
nas barrigas urgentes
de fome e de luz
e o astronauta
morto na cápsula
comprimido no espaço
das léguas da alma
a morte enfim
na noite quântica e cósmica
o eletron da vida
fugindo das revoltas
pulsa a nave
nos gritos humanos
do astronauta
seu enorme braço
de mecânica e fogo
seu medo escondido
no segredo do corpo
eis o espaço
pênis atômico
de quanta certeza
de parir ciência
pela natureza
a construção
morre no vão
todo braço podre
cava o chão
e funde-se e resolve-se
na composição urgente
de sua negação
e nega-se
envolve-se
de miasmas e pó
um cadáver de astronauta
cada vez maior
e quanta morte
no peso da inércia
o nervo líquido
achando-se matéria
e átomos
e antônimos
e antes
e anônimo
a máquina
revolve a mágoa
do astronauta líquido
na praça
e mágoa
na máquina
o botão calcado
pelo astronauta
e manhã
nos boulevares
nas barrigas urgentes
de fome e de luz
e o astronauta
morto na cápsula
comprimido no espaço
das léguas da alma
a morte enfim
na noite quântica e cósmica
o eletron da vida
fugindo das revoltas
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