Escritas

Aos meninos da pátria

AurelioAquino
Sossega menino!
Do dentro deste teu país
crescerá uma infância vasta
embrulhada na  paz
e resolverás a tua prática.
Não importa que agora
a vida seja um nó no teu juízo
no centro dessa podridão
no seu vão mais infindo
haverá dela tamanha
nos ombros de suas curvas 
que sonhos dir-se-ão inúteis
porque, vivos, estarão nas ruas. 

Não importa que hoje ainda não sejas
trançado no meio dessa sanha
cuspida nas esquinas desse canto
cerzido a amargura líquida do teu pranto

Não importa, menino!
Os homens já constroem o teu sono
escondidos nas noites mais de luto
forjando as novas pecas do teu sonho.

E da imensidão dos camaradas
tecendo fortemente a alegria
borbulha um afeto imenso
nos vincos violentos do dia 
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