Carta XIV
AurelioAquino
meu poema
não se acostuma
a não ser alado
e viver inerte
embrulhado numa página
e se não se alça
em exercícios celestes
permanece impaciente
nas parcimônias do verbo
e animal
despede-se do dia
sem alarde
na incoerência gráfica
e verbal de alguma tarde
não se acostuma
a não ser alado
e viver inerte
embrulhado numa página
e se não se alça
em exercícios celestes
permanece impaciente
nas parcimônias do verbo
e animal
despede-se do dia
sem alarde
na incoerência gráfica
e verbal de alguma tarde
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