Escritas

No meu presídio

Frederico de Castro


No meu presídio o silêncio é estático e genuíno
É anárquico, sagaz, implícito e tão maligno
Extraditado ajoelha-se junto ao ego desnudo e mesquinho

No meu presídio a solidão naufraga no catre desta
Vida perene, intranquila, desassossegada…quase sufocada
Alimenta o mediastino de cada hora prenhe, irreal e rebelada

No meu presídio a noite aperalta-se de breus depravados
Sua escuridão é apenas o eco de cada lamento embargado
Sem rumo ausenta-se num uivo primitivo e tão esfarrapado

Frederico de Castro
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