LAGRIMAS DE SANGUE
Paulo Faria
Minhas palavras estão paradas,
Remam contra a maré da minha vida
Dia após dia surgem cada vez mais tardias
Esboroam-se no rasto dos meus dias.
Hoje eu corto as palavras
Solto-as para bem longe de min
Nestas ondas negras da minha vida
Já nada mais me motiva, nada me encanta
Salto muros, desafio os céus
Grito louco aos sete ventos
Espero e nada encontro
Morrem por ti meus olhos de saudade
Meu corpo perdeu a alma
O meu peito cansou da vida insana
Nada mais tem significado
Sou um escravo da dor.
Desesperado por um toque do céu
Entre sorrisos falsos, lanço meu coração ao vento
E em cada cada lágrima derramada
Meu mundo desaba, me desarma, me condena ao sofrimento.
In "Palavras Para Ti"
Paulo Faria * Portugal
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