O entregador de comidas

Esses jovens entregadores

Que labutam todo dia

Com bolsas pesadas nas costas

Sem muitas garantias

Trabalham dia e noite

Pois precisam sobreviver

Ficam nos cantos ao relento

Pra ganhar o de comer

Esperando algum pedido

Pra levar até você

Levam as comidas quentinhas

Pra sua mãe, tia ou vizinha

Eles não têm vale alimentação

Muitas vezes passam fome

Não estão amparados pela legislação

Assistimos todos passivos

E achamos que aquilo tem valor

Enriquecem os aplicativos

Isso é justo meu senhor ?

No final do dia já estão exauridos

Foram muitos explorados

Eles também estão expostos

A todos riscos desnecessários

Correndo pra cima e pra baixo

Esses novos trabalhadores

Não tem futuro a almejar

Estão à mercê de tudo

Não tem o que comemorar

Chegam em casa com o pouquinho

Com quase nada pra dar.

De: Ciríaco
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