Narciso

Ó meu Amado Narciso!
Preciso deixá-lo ir
Não cabe mas neste mundo.
Agora tens de partir.


Na euforia da exortação me leva.
E no rio da depressão me deixa.
Sem tempo algum de trégua.
Pairando em minha cabeça.

Em consolo de mim.
Me desfruto, me enxergo e me amo.
Com toda essa energia.
Não seria um eterno engano?


Preciso olhar para fora de mim.
Se não deixares ir.
Passará o tempo
Passará a vida.

E nessa ilusão perdida.
Não poderei eu seguir.

Sendo assim meu Amado Narciso.
Tenho de deixá-lo ir.

Passos de um Bardo - Caroline Albuquerque
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