Clausura
Frederico de Castro

Em clausura a manhã apropria-se deste silêncio
Absurdamente sinistro, demarcado e tão restrito
Com desdém a luz escoa por um lamento contrito
No âmago das palavras telepáticas refugia-se o
Tempo rígido, lascivo e quase incomunicativo
Do meu ego alimenta-se um obscuro sonho depurativo
Na suavidade daquela luminescência terna e intuitiva
Expandem-se gargalhadas e palavras tão apelativas e sem
Equívocos a alma ressuscita o ciclo de preces e emoções apreciativas
Frederico de Castro
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