Quem se lembra ainda? Do bailar pegado?
Quem se lembra ainda? Do bailar pegado?
Com rostos bem colados?
num compasso suave e cadenciado,
nos bailinhos de garagens em clubes ou no salão,
onde tocava um single ou um LP,
sei lá, podia ser também uma cassete ou um acordéon,
Só sei que aumentava o pulsar do coração,
Muita gente ainda hoje não conhece esses preliminares,
que nos levava à lua ou pra lá dos sete mares.
Com os olhos se procurávamos a menina certa,
ou a musa encantadora do sonho mais colorido,
Com a garota ideal o convite foi aceite,
começamos a bailar aquela música sentimental,
já com os rostos pegado a música terminava,
onde tudo ficava por dizer,
talvez a vergonha inundava o nosso ser
ou mesmo por inibição ou o tempo passava rápido de mais.
O coração arfante retirava palavras,
da nossa boca faminta e devorante,
Só o prazer de dançar de novo,
fazia estremecer o corpo todo,
Tudo isto é inexplicável,
e quando a música se prolongava
passávamos as nuvens e rapidinhos chegávamos ao céu,
Com o corpo dela encostadinho ao nosso,
se colava mais o rosto no rosto e sussurrava se ao ouvido,
tantas vezes coisas sem sentido.
E eu aqui estou todo saudoso,
revivendo coisas desse tempo maravilhoso,
que ainda vive na minha memória,
Entre beijos roubados e corpos colados,
Acaba aqui a minha apaixonante história...
Luzerna, 18.03.2021, João Neves.
Com rostos bem colados?
num compasso suave e cadenciado,
nos bailinhos de garagens em clubes ou no salão,
onde tocava um single ou um LP,
sei lá, podia ser também uma cassete ou um acordéon,
Só sei que aumentava o pulsar do coração,
Muita gente ainda hoje não conhece esses preliminares,
que nos levava à lua ou pra lá dos sete mares.
Com os olhos se procurávamos a menina certa,
ou a musa encantadora do sonho mais colorido,
Com a garota ideal o convite foi aceite,
começamos a bailar aquela música sentimental,
já com os rostos pegado a música terminava,
onde tudo ficava por dizer,
talvez a vergonha inundava o nosso ser
ou mesmo por inibição ou o tempo passava rápido de mais.
O coração arfante retirava palavras,
da nossa boca faminta e devorante,
Só o prazer de dançar de novo,
fazia estremecer o corpo todo,
Tudo isto é inexplicável,
e quando a música se prolongava
passávamos as nuvens e rapidinhos chegávamos ao céu,
Com o corpo dela encostadinho ao nosso,
se colava mais o rosto no rosto e sussurrava se ao ouvido,
tantas vezes coisas sem sentido.
E eu aqui estou todo saudoso,
revivendo coisas desse tempo maravilhoso,
que ainda vive na minha memória,
Entre beijos roubados e corpos colados,
Acaba aqui a minha apaixonante história...
Luzerna, 18.03.2021, João Neves.
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