Pedintes, ambulantes e artistas de rua

Pedintes, ambulantes e artistas de rua

 

Em cada sinaleira que paramos

Pedintes sempre se aproximam

Essa luta é diária e passamos a perceber

Uma sensação de miséria ao ver essa gente sofrer.

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Não é muito fácil pedir, muito menos se expor

Dar sua cara à tapa e ser julgado sem pudor.

A cada carro que se aborda eles nutrem uma esperança

Pra amenizar seu sofrimento, eles perdem a elegância.

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Qual o papel do Estado que poderia diminuir

Com seu apoio social pra essa miséria suprimir

Tem um trabalho muito sofrido da assistência social

Que orienta e ajuda na exclusão social.

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O pedinte precisa sobreviver

Ele tem sua família pra manter

Como não consegue mais emprego

A esse sofrimento ele tem que se submeter.

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Podemos muitas vezes não gostar

Desse moribundo a nos abordar

Mas temos mais que obrigação

Dessa triste miséria amenizar.

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A sociedade é tudo isso aí

Tem ambulantes de montão

Tem muitos artistas de rua

Que se apresentam em plena contramão.

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Na vida urbana das cidades eles estão a se proliferar

Tem na esmola a sobrevivência pra muitas vezes não roubar.

Com cartazes em suas mãos eles passam a implorar

Muitos vivem como peregrinos, mas querem dignidade para morar.

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O espaço público das ruas ganha dimensões privada

Ela acolhe toda essa gente que também tem seu valor

Sua luta é sempre diária como qualquer trabalhador.

De troco em troco vão conseguindo sobreviver sim senhor.

 

 

 

 

De: Ciríaco

 

 

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