DONDE VIRÁ MINHA ALMA PERMANENTE?
ERIMAR LOPES
É o mundo largo e populoso
Cheio de viventes a bilhões
É o meu mundo silencioso
Um universo de desilusões.
Sou um louco isolado num canto
Pedacinho de mundo sem ninguém
Mesmo alto não se ouve meu pranto
Que preso entre paredes me mantém.
Não vejo além do meu entendimento
Não ser amado como me convém
Se estou só neste triste lamento
Em um grande mundo de além.
Se vou à luta corro iminente perigo
Na disputa por um amor adequado
Se na batalha pode haver fogo amigo
Quando se tem o medo ao seu lado.
Donde virá minha alma permanente?
Se ando como se fosse às claras
Desviando-me do olhar aparente
Confiando nos fundamentos das raras.
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