Escritas

Depois da tempestade

Frederico de Castro


Uma cascata de murmúrios desenham palavras
Melódicas, aromatizantes e incomensuráveis
Assim se sublima uma prece ubíqua e inenarrável

Depois da tempestade o dia adormece inalterável
Ali urde-se a solidão acomodada, robusta e conjeturável
Improvisa-se um sorriso suturado por um eco impenetrável

Serena lasciva e apaixonante a manhã despenteia aquela
Brisa ainda embasbacada boémia e tão absurdamente inalienável
O silêncio abissal engole o vazio navegando num lamento indomável

Frederico de Castro
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