Escritas

Do carnaval em pandemia desatada

AurelioAquino
o Homem da Meia-Noite
pisando os ombros da vida
caminha os passos não dados
navegando pelas esquinas
como se fosse um pedaço
do que restou de Olinda

e o carnaval tão calado
ensaia um frevo dolente
que escorre pelas ruas
como se fora corrente
que navegasse um futuro
de desejos recorrentes

é que o frevo é a memória
que tange esses viventes
81 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.