Instintos e perceções
Frederico de Castro

Na curvilínea perceção do silêncio quase devorador
Aguça-se a sensorialidade fluindo no tempo sem rumor
De tristeza fenece cada verso confinado a um exíguo
Eco incrédulo, conspirador, dissimulado e desertor
Escrevo palavras que jorram tantos lamentos em profusão
Acolho prantos num cálice de tristezas aflitas e estilhaçadas
Agonizo como a noite repleta de escuridões insubordinadas
Como me arde a alma algemada ao bafio das solidões esfarrapadas
Frederico de Castro
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