Saudades


Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida muito intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passamos por alguém sem um bom dia desejar.
Luzern, 03-02-2020, João Neves.
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