Escritas

Mutatis mutandis

Frederico de Castro


Sentenciada a noite escurece tão revoltada
Além um fanático lamento remanesce aviltado
O medo algema aquele breu introspectivo e exultado

Muda-se o que tiver de ser mudado diz o povo confinado
À virose da solidão abespinhada, iracunda e indignada
O soro de cada lágrima flui pelas células de uma emoção agoniada

Sobram do silêncio restos de um olhar tristemente amedrontado
Enferrujadas as horas comungam excêntricas palavras espezinhadas
Da memória jorram sonhos amarfanhados e gargalhadas tão desalentadas

Frederico de Castro
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