A excelência da luz
Frederico de Castro

O inverno ainda que tardio refrigera a solidão
Ali desbaratada…quase sempre estupefacta
Cada prece tão transparente atreve-se tão imediata
Na excelência da luz a manhã escoa feliz e serenada
Orquestra uma caricia, fresca e repentinamente cordata
A vida fecundada saúda cada gargalhada tão psicopata
Transeuntes silêncios conflituosos refinam todas as
Palavras sonegadas pelo lirismo acutilante e pacato
A noite frustrada fenece num hemorrágico eco tão grato
Frederico de Castro
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