Escritas

Ora, as margens

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Ora, as margens

Duas margens
Uma e outra À revelia
se olham Distantes
se encontram Seus olhares
em outros
pontos cruzam-se
Margeadas
seguem contornando vidas
Um grito da margem ecoa Alguém o proferiu
ao vento
Uma pessoa segue Allheia
à sua própria margem Segue
Tocada pelo sol
Segue
Nada há de extraordinário na margem
onde me encontro
No ordinário
a vida segue.

Expedicionários, João Pessoa, Paraíba, Brasil em 22 de janeiro de 2021.
296 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.