Qual vida em ser criança

Quando a paixão te chama

E se acende e proclama

Que o tempo é liberto

Que o espaço é aberto

Que o sentimento

Que levas por dentro

É para entregar

 

Nesse algo de lamento

Nessa melodia ao relento

Que mais ninguém vai notar

 

E nessas veredas

preenchidas de retalhos

de tantas vidas

Assim a se deixar levar

Agasalhos rasgados

Que podes coser devagar

 

Nesse peito silenciadas

tuas verdades veladas

 

Pelo chamamento

Desse poema

Caladas

 

Até se fazer ouvir

Em quem lê e rele

Em quem assim o quiser sentir

 

Tão profundo qual o oceano

Tão alto como o céu estrelado

 

Tão simples qual ser criança

Tão complexo como esta vida

que nos anima e avança…
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