História de um poema - o parto (paideia)

Ainda assim

estando perto de mim

sempre estender a mão




 

Essa mão que lançamos

Nesses abraços apertados

Que nos demos

Que entregamos




Quando de novo 

nos encontramos




Na página em branco

Silente

À nossa frente




Folha pairando




Nesse lugar poente

Esperando cores

De outros amores

A se saber pintar




E nesses lugares

reencontrados

Voltar a semear




E nesses momentos

deixados

Assim voltar a crer

e querer amar




Até renascer

Devagar...
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