a solidão me sobra...
natalia nuno
sem palavras nem sonhos
esvai-se a vida como rio
que se afastou da nascente,
não me amo inteiramente,
sinto o coração vazio!
trago as palavras silenciosas
já meu rosto não me reconhece
nem os dedos cantam quando escrevo,
nem abrem no meu peito as rosas.
quando o dia anoitece,
em mim a noite se dobra
e a solidão me sobra.
levo a boca perfumada dos teus beijos
no coração a leveza do vento
e os desejos no olhar desatento.
quando tiver gasto o último olhar
ainda assim hei-de sonhar,
e chamar por ti na minha solidão
o inverno não será a última estação
nenhuma fonte morre enquanto
a água corre...
assim será em meu coração,
esqueço os passos do medo,
e levo o tempo a amar-te em segredo
meus dedos já não escrevem saudades
despiram-se de palavras saudosas,
nem aves cantam nas tardes
nem abrem no meu peito as rosas.
natalia nuno
esvai-se a vida como rio
que se afastou da nascente,
não me amo inteiramente,
sinto o coração vazio!
trago as palavras silenciosas
já meu rosto não me reconhece
nem os dedos cantam quando escrevo,
nem abrem no meu peito as rosas.
quando o dia anoitece,
em mim a noite se dobra
e a solidão me sobra.
levo a boca perfumada dos teus beijos
no coração a leveza do vento
e os desejos no olhar desatento.
quando tiver gasto o último olhar
ainda assim hei-de sonhar,
e chamar por ti na minha solidão
o inverno não será a última estação
nenhuma fonte morre enquanto
a água corre...
assim será em meu coração,
esqueço os passos do medo,
e levo o tempo a amar-te em segredo
meus dedos já não escrevem saudades
despiram-se de palavras saudosas,
nem aves cantam nas tardes
nem abrem no meu peito as rosas.
natalia nuno
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