Ode ao amanhecer de Coxixola
AurelioAquino
nem és manhã
quando aportas crua
no vão mais impotente
de quem apenas sua
essas mágoas mais pungentes
das usinas e das ruas
nem és tarde
nos olhos mais avaros
que enquadram o horizonte
com um gosto amargo
nem és noite
guardada a proporção
de que nem usas o tempo
para fomentar a ilusão
Coxixola
deitada em manhãs
nem adivinha a lassidão
de quem vive em suas costas
como um tremendo não
antes compactua
com esse jeito informe
de quem apenas cumpre a vida
com parcimônia e lógica
e vige desmesurada
na sua pouquidão
engolindo quilos de fome
rasgando a prática em vão
quando aportas crua
no vão mais impotente
de quem apenas sua
essas mágoas mais pungentes
das usinas e das ruas
nem és tarde
nos olhos mais avaros
que enquadram o horizonte
com um gosto amargo
nem és noite
guardada a proporção
de que nem usas o tempo
para fomentar a ilusão
Coxixola
deitada em manhãs
nem adivinha a lassidão
de quem vive em suas costas
como um tremendo não
antes compactua
com esse jeito informe
de quem apenas cumpre a vida
com parcimônia e lógica
e vige desmesurada
na sua pouquidão
engolindo quilos de fome
rasgando a prática em vão
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