ode central de amor ao povo
de ser composto assim
como uma grande semelhança
não lhe sobre porque vário
qualquer resquício de inconstância
flua como um rio caudaloso
e que tão calmo, e grave, e forte
diga-se mais estrada do futuro
e que tanto caminho lhe comporte
junte em cada esgar e cada riso
as nesgas do humano que lhe importem
e medre como medra qualquer culpa
que se escapa de um grito de revolta
seja no seu peito e sua norma
um quê de pássaro, um tanto de resposta
e voe sua lida em voo raso
enviesado albatroz de nossa história
queira-se lídimo apesar de inconstante
que mesmo legal seu estatuto
subverta a razão por que se invoque
a extrema tarefa de ser puro
e que seja lama de boa amolgadura
e lâmina frequente de seu susto
e que se construa numa mesma forma
guardada a compreensão de quem a usa
que osso e carne
seja pouco
como invólucro formal
do meu esforço
que carne e sonho
não contente
a exata medida
de quem sente
que eu e a consciência
convenhamos
o vasto estatuto
que nós somos
diz que o homem
é um prazer absoluto
desde que não mantenha
as medidas do seu susto
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