Ode ao urso polar em nado esvoaçante
AurelioAquino
hás de ser alvo
de minha retina ingovernável
na compostura engenhosa e incauta
com que desenhas o teu nado
e hás de remoer a paisagem
e inventá-la em ti mesmo
com a desfaçatez e a lassidão
com que alisas meu cérebro
hás de ter a monotonia
de uma revolução inerte
na contração de tua paz
nesse quê de paquiderme
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