Escritas

Destino encantado

MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES


Borboleta! 
- Porque voas?
Voar é o meu destino
Já fui casulo encantado
cantando só para dentro
Me escondia de mim mesma
em total alheamento
foi lá que ao escutar-me
inventei o meu destino
Todo encanto tem seu preço
por isso asas ganhei
e vôo a todo instante 
para fora e para dentro
Para fora expulso a dor
e para dentro sorvo a vida
Viver é nada fazer
para além de em si acolher
o ser, o desejar e o querer. 

Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, ParaíbaBrasil, em 21 de novembro de 2020.

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Comentários (1)

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Helder Roque
Helder Roque
2020-12-12

Belissimo poema.