Ecos do Silêncio
Ecos do silêncio
(Rosalina L P Fialho)
Minhas lágrimas descem emparelhadas,
Molhando meu rosto nesta madrugada.
Em um misto de raiva, gratidão e alegria,
Naquele dia para uma nova vida eu renascia.
Daquele fatídico dia queria me esquecer,
Mas foi me dada uma nova chance de viver.
Percebi que tenho uma missão a cumprir,
Que o melhor da minha vida estava por vir.
O silêncio mórbido ainda me inquieta,
Uma reforma em minh’alma agora se projeta.
Vive com mais leveza quem consegue perdoar,
Por mais que ainda me dói ao recordar.
Recomeços são sempre possíveis,
Fatos trágicos são imprevisíveis.
Ainda que não possamos a controlar,
A vida é bela e eu preciso valorizar.
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