Portas do mar



De frente para as portas do mar ruge uma maré
Alimentada por quânticas ondas tão multicoloridas
A luz coada espreita entre as frinchas de cada hora persuadida

De longe chegam suculentas brisas quase surpreendidas
Gemem provocadoras quais emoções tão descomedidas
Debruçam-se à janela onde passeiam preces mais esclarecidas

Na grandeza da esperança que em palavras esta fé declama
Ajoelha-se a fé mesclada de sonhos e lembranças aplaudidas
Assim se respira um dilúvio de eternas gargalhadas divertidas

Frederico de Castro
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Comentários (1)

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eli_68
2020-11-28

Grande escultura de palavras. Eu a admirando faz horas