Encruzilhada
Uma rua e toda a cidade
deserto de faróis sirenes
todos nós alarde
a plenos pulmões, silêncio.
Vago entre becos
e percorro ecos meus
palavras que a mente em vão
guarda para si.
Estou diante do espelho
meu reflexo é senão o mundo
inteiro, essa parte
que ignoro, desejo ruim.
Suo e acordo
e meu frio é de calor e sede
esse medo das gentes
que sentimento é só.
Viro-me, e do outro lado
parede treme
de pé enrolada ao cobertor,
um retrato de Narciso
copo sem líquido sentido
quando tem comigo
e se embriaga.
Ficamos assim às risadas
banido o pudor
embaçadas as vidraças.
Nós que, senão manhãs
sempre noites passadas.
Sou eu essa via erma
ao mesmo tempo tumultuada
que nunca o meio fio beija
bueiro ou calçada.
deserto de faróis sirenes
todos nós alarde
a plenos pulmões, silêncio.
Vago entre becos
e percorro ecos meus
palavras que a mente em vão
guarda para si.
Estou diante do espelho
meu reflexo é senão o mundo
inteiro, essa parte
que ignoro, desejo ruim.
Suo e acordo
e meu frio é de calor e sede
esse medo das gentes
que sentimento é só.
Viro-me, e do outro lado
parede treme
de pé enrolada ao cobertor,
um retrato de Narciso
copo sem líquido sentido
quando tem comigo
e se embriaga.
Ficamos assim às risadas
banido o pudor
embaçadas as vidraças.
Nós que, senão manhãs
sempre noites passadas.
Sou eu essa via erma
ao mesmo tempo tumultuada
que nunca o meio fio beija
bueiro ou calçada.
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