Depois do Verão...



Um silêncio primordial ancora-se além no
Horizonte esgravatado pela luz tão bifocal
Embala a vida que repousa feliz e integral

Depois do Verão a solidão deixará no tempo
Uma réstia de saudades gigantes e brutais
Selará o túmulo onde repousam memórias virais

Sem abreviaturas, aspas ou reticências a manhã
Engalanada de brisas corteses, elegantes e marginais
Inspirará cada verso colorido com palavras consensuais

Frederico de Castro
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