Poente dos lunáticos
Frederico de Castro

Vislumbro ao longe a beleza do poente redimindo
Um eco deleitado, fremindo quase, quase desvairado
É a luz aplaudindo o céu bradando mais enamorado
Em clamores mágicos prazerosos e mediáticos
Baila afoita a esperança perdidamente lunática
Sustenta a fé estendida no recobro de uma prece fantástica
Ao longe vê-se o sol apagar-se feliz e tão simpático
Como pluma flutua nas bermas de cada sorriso enigmático
Até dói ver o silêncio aniquilar e consumir-se num breu dramático
Frederico de Castro
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