Grito: de ti, Mulher me vem o fogo
ALVARO GIESTA
(do poema) “Grito: de ti, Mulher me vem o fogo” em (dois ciclos para um poema)
no intertexto com Herberto
III
Rompesse de mim o gesto da minha loucura;
despertasse eu do frio ventre das frias glicínias floridas
fecundadas pelo viço dos virgens seios;
adivinhasse eu a sede e o sangue, como os dedos
inventam a fome e o fogo quando discorrem sobre
o significado das palavras;
matasse eu a fome da boca quando confecciona o grito
que foge ao medo;
entendesse eu o latejar do peito quando as trevas
atormentam o cérebro que cega de ira a visão,
assim desceria tão rápido
como o relâmpago maligno desce com suas garras
tentaculares sobre os nus campos,
para destruir as teias todas que envenenaram a única
coisa que era nossa ― a forma do verbo amar.
no intertexto com Herberto
III
Rompesse de mim o gesto da minha loucura;
despertasse eu do frio ventre das frias glicínias floridas
fecundadas pelo viço dos virgens seios;
adivinhasse eu a sede e o sangue, como os dedos
inventam a fome e o fogo quando discorrem sobre
o significado das palavras;
matasse eu a fome da boca quando confecciona o grito
que foge ao medo;
entendesse eu o latejar do peito quando as trevas
atormentam o cérebro que cega de ira a visão,
assim desceria tão rápido
como o relâmpago maligno desce com suas garras
tentaculares sobre os nus campos,
para destruir as teias todas que envenenaram a única
coisa que era nossa ― a forma do verbo amar.
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