Escritas

TUA

Iêda Maria Castro
Quando o mar revolto te traz nas ondas.
Pergunto-me?
Do que seria o sol sem está sombra?
O que seria dos peixes sem alimentação rara?
Aquela natureza tímida já não existe...
O que nos resta é mata sobre mata.
Quando te vejo,
Caminho pelo inexistente e não sou eu.
Sou apenas o que se deriva ao mar...
Mar existente em uma memória já esquecida pela sofreguidão dos dias...
Corrida é o que se dirige e se pede que se complete, para que esta existência se repita com exatidão.
Eu que sozinha te procuro para que mais tarde não sejamos dois em um, no universo único.
Trago-te para o que chamamos de ninho da superficialidade que se adquire com esses dias.
Dias eternos de uma mágica caminhada.
Sou eternamente tua, diria com compaixão.
Compaixão de um nada que se revela com total parcialidade dos dias que não são eternos.
209 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.