AFRESCO

Eu pinto de madrugada

Deixo a cama no lugar

Desperto na matutina

Antes do galo cantar.

 

Sem papel e sem caneta

Com pincel numa das mãos

Pinto as letras nas paredes

Onde passam a multidão.

 

Alguns dentro dos seus carros

Outros em pé na condução

Enxergam na pintura carioca

Com os olhos do coração.

 

O meu nome é Gentileza

Poeta da solidão

Muito mais do que palavras

Pinto versos de oração.
107 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.