Altar do tempo
Frederico de Castro

No altar do tempo reza a solidão quase Divinal
A fé adocicada com palavras tão originais
Brota meiga, jovial, absurdamente genial
O silêncio prostrado enxagua uma lágrima imparcial
Quase agoniza a bordo de cada lamento antiviral
É arquirrival daquele sonho delirando tão imperial
A esperança sublimada pro preces francas e incondicionais
Alimenta tantas afetuosas emoções tão tridimensionais
Amamenta-me a alma repleta de alegrias quase insurrecionais
Frederico de Castro
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