Vida, vida
Guilherme Carrijo
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Ao teu alcance, fixei morada
Fria, solitária e inerte
Tal como a rua, sobre a qual eu corro
Para poder chegar ao teu encontro.
Ao alcance de seus lábios, fixei morada
Flexível, estreita e retilínea
Tal como a prancha, da qual me jogo
Para cair nas águas da sua boca.
Ao alcance de seus braços, fixei morada
Entrelaçada, forte e resistente
Tal como a corda, com a qual me balanço
Para alcançar o aperto dos seus abraços.
Ao alcance de suas mãos, fixei morada
Pomposa, macia e principesca
Tal como o sofá, em que nos deitamos
Onde meu corpo suplica por seus afagos.
Ao alcance de sua cintura, fixei morada
Redonda, saliente e sagrada
Tal como a barriga, donde vem a vida
Em que um filho, também, fixou sua própria morada.
Fria, solitária e inerte
Tal como a rua, sobre a qual eu corro
Para poder chegar ao teu encontro.
Ao alcance de seus lábios, fixei morada
Flexível, estreita e retilínea
Tal como a prancha, da qual me jogo
Para cair nas águas da sua boca.
Ao alcance de seus braços, fixei morada
Entrelaçada, forte e resistente
Tal como a corda, com a qual me balanço
Para alcançar o aperto dos seus abraços.
Ao alcance de suas mãos, fixei morada
Pomposa, macia e principesca
Tal como o sofá, em que nos deitamos
Onde meu corpo suplica por seus afagos.
Ao alcance de sua cintura, fixei morada
Redonda, saliente e sagrada
Tal como a barriga, donde vem a vida
Em que um filho, também, fixou sua própria morada.
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