Amo-te a plenos pulmões

Ó minha bela amada! Como sou feliz por ter-te, vivo em constante gozo. Quando a tristeza me invade, basta que tua presença em pensamento a espante. Desconheço a razão e a origem de tanto amor, pois mãos humanas são incapazes de criar tamanha grandeza. Sua magnificência é nítida, meus olhos lhe percorrem à procura de imperfeições e sinto que nunca as encontrarei. Porque amas este ser errante que lhe escreve? Teu amor me faz elevar-te ao posto de sobre-humano, teu amor caridoso. Por mais que tentes me explicar, meu entendimento é limitado e se recusa a escutar sua modéstia dizendo-me que te mereço. Ó fruto divino de beleza singular, não me mires com estes olhos piedosos.

Antes a rejeição do que a agonia de não merecer-te, pobre jovem sou! Indigno de sentir o pulsar de teu coração, vago por bosques e praças à procura de consolo. Como indigente, me encaixo despercebido nessa sociedade apressada. Mas não por ti! Mulher que sondas o íntimo de meu coração, sabes bem que só tu podes me conduzir ao renascimento. Mas será possível te tocar e permanecer alva a alma? Compreendes meus devaneios. Quando poderei vê-la novamente? Fale! Não se esconda.

Deixe que eu lhe encontre em meio a esse caos de superficialidade. Não tenho receios em mergulhar em teus abraços e me envolver em meio a teus cabelos. O que pode ser maior que esse amor? Deixo de pensar em ti e o ar já me falta. Sinto em mim o amor que sempre quis, preso por uma decisão que tu haverás de fazer. Não há saída! Ou me amas ou me condenas...
150 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.