Cotidiano

Dia normal: aos meus olhos o nascer do sol esplandece
Então, a consciência se inquieta - apela, entremeio a teus fulgores
Terás de saber encontrar, àquilo o que pede em prece
No mundo procurar, entre todos meios e amores.

Se em meu torno, em teu meio ninguém me percebe
O que faço? Farei, a ver se eles a mim concedem
Do teu reino, em angústia sofre a pobre plebe
Terei de tentar, assim verei que ao meu singelo jeito eles cedem.

Enquanto solitário, prossigo no mundo com meus pensamentos
Há aqueles que me conhecem e me alegram
São chamados amigos, com seus respectivos temperamentos
Não me fazem companhia e nem por mim amor alegam.

Como bonecos, a viver sem objetivo ou meta
Às suas vidas nada almejam, mas assim mesmo
Fracassam, sem forças, a decadência indiscreta
Carência de maturidade, juventude ao esmo.

Peço que cresçam, larguem vícios e mereçam
Serem chamados filhos de Deus. Olhem, que grandeza!
Como no Éden, paraíso o qual não se esqueçam
Para estarmos juntos, em meio à grande beleza.
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