Escritas

TRANSTORNOS

ERIMAR LOPES
Sou parte de um corpo deprimido e sem cor, sou membro esquecido mergulhado na dor, sou um animal ferido, fugindo, perdido. Sou um dedo quebrado, uma mão decepada, dois olhos furados enxergando na escuridão. Uma asa quebrada em pleno voo, o vômito precedido pelo enjoo, que suja a roupa e amarga a boca, sou uma cabeça sem touca num frio congelante, sou um coração distante queimado pelo gelo, sou uma alma em apelo para transpor as grades da opressão, onde a tortura da mente fornece um riso demente. Já sou quase loucura, mas basta, para o trágico não há cura, e o remédio dos loucos é beber seu equilíbrio, seu autodomínio, te enlouquecendo aos poucos.

Erimar Lopes.
307 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment