A gente silencia
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
A gente silencia
não é em razão da distância geográfica.
O espaço que separa os seres humanos é sempre relativo.
Lá costumamos nos aproximar ou nos afastar
em nossa humandade ou desumanidade.
Numa linguagem informal, para além de nós,
divagamos horas e horas sobre a natureza,
sua beleza, sua dinâmica, suas dores, seu lado indecifrável,
e aonde quer que estejamos
temos algo a contar.
Já a escuta nem sempre se realiza, pois
"dar ouvidos” instiga, doi e perturba
numa avalanche só!
Por isso, distanciar e silenciar têm semelhanças e diferenças.
Silêncio se cultiva mesmo é no interior
nas profundezas do ser
lá onde reina o indizível
É lá que tropeçamos
e levantamos calmos, ou assoberbados
(....).
É lá que a gente silencia
e o silêncio vira mística
encantamento,
encontro consigo mesmo, paixão
ou prisão.
Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, Paraíba-Brasil em 10 de outubro de 2020.
não é em razão da distância geográfica.
O espaço que separa os seres humanos é sempre relativo.
Lá costumamos nos aproximar ou nos afastar
em nossa humandade ou desumanidade.
Numa linguagem informal, para além de nós,
divagamos horas e horas sobre a natureza,
sua beleza, sua dinâmica, suas dores, seu lado indecifrável,
e aonde quer que estejamos
temos algo a contar.
Já a escuta nem sempre se realiza, pois
"dar ouvidos” instiga, doi e perturba
numa avalanche só!
Por isso, distanciar e silenciar têm semelhanças e diferenças.
Silêncio se cultiva mesmo é no interior
nas profundezas do ser
lá onde reina o indizível
É lá que tropeçamos
e levantamos calmos, ou assoberbados
(....).
É lá que a gente silencia
e o silêncio vira mística
encantamento,
encontro consigo mesmo, paixão
ou prisão.
Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, Paraíba-Brasil em 10 de outubro de 2020.
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