Amor antigo

Um amor outonal, arrefecido
Esfomeado de emoções, famélico
Ninho de conflitos roçando o bélico
Resistindo vai, mesmo esmorecido.
 
E desse amor, embora combalido
Nascem momentos com um travo angélico;
Com esse querer, quiçá, psicadélico
Crê-se reconquistar o amor perdido.

Assim vão gastando sua existência  
Em um desamor de amor disfarçado 
Negando assumir tamanha evidência.
 
Resta o amor antigo, desgastado
De emoções fortes feito e paciência
Aceitando o destino, o triste fado.


Lucibei@poems

Lúcia Ribeiro

In “Sonetando” Modocromia, Edições
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