Escritas

E nas longas noites

A poesia de JRUnder
E nas longas noites, sobrava-lhe o tempo.

Para refletir, discernir, reviver, repensar e arrepender-se, talvez.

A vida passava impávida, célere e imutável.

O amanhã viria.

Os raios de sol adentrariam pelas frestas da janela, e o espelho refletiria sua face.

Era certo.

No lençol liso, no travesseiro intocado, as marcas da solidão eram inexoráveis.

Cumpria-se o destino ou apenas desafiava-se o futuro?

Não existe decisão acertada quando o coração está corroído pela dor, ou inflado pelo amor.

332 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.