O silêncio em manifesto
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
O silêncio em manifesto
O meu silêncio é a minha oração
e somente se revela na escrita.
É grão fertilizado na terra mãe.
É um funk atravessando os palácios e se juntando às multidões.
O meu silêncio é cortado por tiros que se repetem na favela
e pela resistência dos Sem-terra.
O meu silêncio sonha em ser potente onde houver humanidade,
pois sangra em razão das queimadas
na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica.
O meu silêncio multiplica-se em vozes que denunciam o feminicídio.
e soma-se ao grito poético de Carolina de Jesus
ao afirmar:
"Meu ideal é gostar de ler".
O Meu silêncio é como a rocha mais dura
que nem mesmo o intemperismo a atravessa.
Pelo dito e não dito,
o meu silêncio grafa as dores do mundo
até que a primavera traga à lume a razão.
Fatima Rodrigues, em 07 de outubro de 2020.
O meu silêncio é a minha oração
e somente se revela na escrita.
É grão fertilizado na terra mãe.
É um funk atravessando os palácios e se juntando às multidões.
O meu silêncio é cortado por tiros que se repetem na favela
e pela resistência dos Sem-terra.
O meu silêncio sonha em ser potente onde houver humanidade,
pois sangra em razão das queimadas
na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica.
O meu silêncio multiplica-se em vozes que denunciam o feminicídio.
e soma-se ao grito poético de Carolina de Jesus
ao afirmar:
"Meu ideal é gostar de ler".
O Meu silêncio é como a rocha mais dura
que nem mesmo o intemperismo a atravessa.
Pelo dito e não dito,
o meu silêncio grafa as dores do mundo
até que a primavera traga à lume a razão.
Fatima Rodrigues, em 07 de outubro de 2020.
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