Reminiscência do Futuro
O meu sonho é um retrato
No qual eu não estou
Um plano maior do que tudo
Uma dor maior que o luto
Um êxtase maior do que os meus
Um último reduto.
Em muito igual
A todos os outros sonhos
Do mais comum dos plebeus
No entanto, estes são meus
Um infinito sem tamanho
Qual vinho – qual arte – qual deus?
O meu sonho é um retrato
Onde tudo é simples
Do que ainda não se revelou
Do que vejo e ainda não sou
O meu sonho é o outro lado
Ali ao brotar um, muito mais se desflorou.
Fórmula de livre substância
E tudo o que de mais existe
É a não-palavra em forma pura
O apogeu da própria natura
Num museu de e para sempre
Me prendo por livre assinatura.
Pacto de minha angústia
Compadrio de luz e negrura
Que meu pai assim escolheu
Que a minha mãe em mim escorreu
Num abraço, de génese incorrupta
Ser foz de rio cuja fonte serei eu
Pensei-te pequeno e infinito
Guardei-te nela, estatueta terna
Nos olhares que se desfazem
Num regaço se comprazem
Em Primaveras do que em nós se fez
De um ser que é rei à nossa imagem.
No qual eu não estou
Um plano maior do que tudo
Uma dor maior que o luto
Um êxtase maior do que os meus
Um último reduto.
Em muito igual
A todos os outros sonhos
Do mais comum dos plebeus
No entanto, estes são meus
Um infinito sem tamanho
Qual vinho – qual arte – qual deus?
O meu sonho é um retrato
Onde tudo é simples
Do que ainda não se revelou
Do que vejo e ainda não sou
O meu sonho é o outro lado
Ali ao brotar um, muito mais se desflorou.
Fórmula de livre substância
E tudo o que de mais existe
É a não-palavra em forma pura
O apogeu da própria natura
Num museu de e para sempre
Me prendo por livre assinatura.
Pacto de minha angústia
Compadrio de luz e negrura
Que meu pai assim escolheu
Que a minha mãe em mim escorreu
Num abraço, de génese incorrupta
Ser foz de rio cuja fonte serei eu
Pensei-te pequeno e infinito
Guardei-te nela, estatueta terna
Nos olhares que se desfazem
Num regaço se comprazem
Em Primaveras do que em nós se fez
De um ser que é rei à nossa imagem.
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