poema em revolução
AurelioAquino
quero-a revolução
como exercício
de amolgar a vida
como ofício
quero-a revolução
como norma e indício
de que a vida cabe inteira
em qualquer sentido
quero-a revolução
descontraída
que paste a tarde humana
e me decida
quero-a revolução
em cambulhadas
engolfando as manhãs
por que me arda
quero-a revolução
exata no seu ilimite
e que não me faça noite
mesmo quando triste
quero-a revolução
destemperada
amanhando a consciência
da madrugada
quero-a revolução
tão crua e tanta
e que não seja nem verbo
nem garganta
quero-a revolução
desde a aurora
pra que nasçam todos os sóis
pela história
quero-a revolução
adredemente amada
deitadas pelas sarjetas
porque tão vasta
quero-a revolução
ensandecida
nas esquinas mais gerais
de toda a vida
quero-a revolução
como armistício
das guerras que trazemos
nos sorrisos
quero-a revolução
porque definitiva
no atravessar dos horizontes
das vigílias
quero-a revolução
e simplesmente
cavalgando minha vida
impunemente.
como exercício
de amolgar a vida
como ofício
quero-a revolução
como norma e indício
de que a vida cabe inteira
em qualquer sentido
quero-a revolução
descontraída
que paste a tarde humana
e me decida
quero-a revolução
em cambulhadas
engolfando as manhãs
por que me arda
quero-a revolução
exata no seu ilimite
e que não me faça noite
mesmo quando triste
quero-a revolução
destemperada
amanhando a consciência
da madrugada
quero-a revolução
tão crua e tanta
e que não seja nem verbo
nem garganta
quero-a revolução
desde a aurora
pra que nasçam todos os sóis
pela história
quero-a revolução
adredemente amada
deitadas pelas sarjetas
porque tão vasta
quero-a revolução
ensandecida
nas esquinas mais gerais
de toda a vida
quero-a revolução
como armistício
das guerras que trazemos
nos sorrisos
quero-a revolução
porque definitiva
no atravessar dos horizontes
das vigílias
quero-a revolução
e simplesmente
cavalgando minha vida
impunemente.
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